Com latentes notícias rotineiras sobre os possíveis tratamentos da Covid-19, veicularam, principalmente nas redes sociais, notícias que a Cannabis seria uma das prováveis candidatas para a cura do coronavírus. Entretanto, ainda não existem evidências concretas e cientificas que corroborem tal rumor.

Neste sentido, o médico Marco Osini, pós-doutorado em mapeamento cerebral e EEG pelo Instituto de Psiquiatria, alerta sobre a questão: “Não existe nenhuma base cientifica sobre o uso da Cannabis Medicinal no processo inflamatório provocado pelo COVID-19”.

Ademais, grande parte dessa boataria, surgem, sim, de estudos científicos sérios, mas, ainda sem comprovação, voltados para outros tipos de patologias, como, por exemplo, a teoria do professor de ciências biológicas na Universidade de Lethbridge, Igor Kovalchuck, que versa sobre artrite, câncer e outras doenças.

No estudo publicado no Prepints.org, Igor e sua equipe estudaram alguns componentes da Cannabis e perceberam que os mesmos “reduziriam a capacidade do vírus de alcançar as células pulmonares, onde irá se estalar, reproduz e propaga-se”, conforme transcrição literal da entrevista cedida à revista Viva Bem:

“Para ocupar uma célula hospedeira humana, o Sars-cov-2 necessita de um receptor, a enzima conversora da angiotensina 2 (ECA2), que se encontra no tecido pulmonar, na mucosa bucal e nasal, nos rins, testículos e trato digestivo. Sem essa enzima, o patógeno não tem como penetrar. A teoria de Kovalchuck é que os canabinóides modificariam os níveis de ECA2 nestes “portais”, tornando o hospedeiro humano menos vulnerável ao vírus e reduzindo essencialmente o risco de infecção.”

Cabe, contudo, ressaltar que o estudo supra ainda não foi submetido análise de outros pesquisadores, fato este que constitui uma espécie de ‘selo de qualidade’ nos meios científico, sendo precoce qualquer afirmação taxativa sobre o tratamento da Covid.

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