A melatonina é uma substância natural semelhante a um hormônio e é produzida na glândula pineal, localizada em nosso cérebro. Sua produção se dá através de ciclos, de acordo com um ritmo de luz e escuridão que conhecemos pelo nome de ritmo circadiano. Nossa produção se dá de noite e tem seu pico entre as 2 e 3 horas da manhã sendo que logo ao amanhecer essa quantidade é mínima.
A melatonina é sem dúvida a molécula chave que controla o relógio biológico dos animais e humanos.
Recentemente, essa substância ficou mais cobiçada pois o cientista Vladimir Dilman (São Peterburgo) e sua equipe acrescentaram gotas de melatonina na água de ratos e observou-se que esses animais viveram 25% a mais do que o esperado.
No mesmo sentido, Walter Pierpaoli, outro pesquisador na Itália, ao implantar uma glândula pineal novinha em folha em cobaias velhas obteve cerca de 30% a mais de longevidade nesses animais.
Uma pesquisa da Universidade da Barcelona mostrou que em cobaias uma dose diária de melatonina se unida a atividades físicas retardou a instalação do mal de Alzheimer, ao contrário de alguns calmantes benzodiazepínicos que podem acelerar a doença.
Aqui no Brasil, Mario Peres, da Universidade Federal de São Paulo, demonstrou a eficácia da melatonina contra enxaquecas.
Mas por que a melatonina estaria relacionada à longevidade?
Na verdade, a melatonina é muito eficiente no combate aos radicais livres, segundo o pesquisador Russel Reitel – autor do livro Your Body’s Nature Wonder Drug.
Se não bastasse isso, outras pesquisas já observaram certo poder  que ela tem em desacelerar tumor maligno e estimular a multiplicação de células de defesa.
Quando envelhecemos, assim como outras substâncias, a melatonina despenca o que pode explicar a tão conhecida insônia na terceira idade.
A melatonina em forma de suplemento é um produto de síntese exatamente idêntico ao hormônio produzido naturalmente pela glândula pineal.

Conheça os múltiplos benefícios:
Melhora a qualidade do sono;
Melhora o sistema imunológico;
Redução do envelhecimento das células;
Redução da hipertensão arterial;
Previne a depressão;
Protege contra o câncer e contra os efeitos tóxicos da quimioterapia;
Restaura o funcionamento da tireoide e aumenta a população de linfócitos;
Alivia os sintomas das tensões pré-menstruais;
Influência no emagrecimento;
Poderoso antioxidante natural;
Não cria dependência (não é remédio, é um suplemento hormonal bioidêntico).
A dose recomendada costuma geralmente variar entre 2 e 10 mg. O melhor meio para conhecer a sua necessidade exata é o exame de saliva. Você deve consultar um profissional especializado, somente ele poderá examiná-lo e prescrever a dose correta. A melatonina deve sempre ser ingerida a noite, 1 hora antes de deitar ou de acordo com a prescrição médica.
Existem pessoas que não estão autorizadas a ingerir a suplementação do hormônio, já que ainda não há pesquisas específicas sobre esses casos, são elas:
Pessoas que sofrem com as elevadas taxas de colesterol e que consomem estatina;
Quem faz uso de medicamentos para controlar a pressão arterial;
Portadores de doença cardiovascular ou que estejam em tratamento;
Crianças com menos de 12 anos de idade;
Gestante ou que estejam tentando engravidar.
Mas então, por que no Brasil é proibido a sua comercialização?
Por ainda precisarmos de mais estudos comprobatórios de sua eficácia? Sim, pode ser – porém, a venda de calmantes benzodiazepínicos é crescente e claro, de extremo interesse das indústrias.
De modo contrário, enquanto no Brasil há um aumento no uso de benzodiazepínicos, nos países europeus como Alemanha e Inglaterra o consumo caiu 30% na última década.

Por fim, pesquisas demostram que ao usar a melatonina em pacientes com crises de ansiedade que fazem o uso de antidepressivos, é possível reduzir a frequência dessas crises bem como a quantidade no uso do antidepressivo. Ao reduzir então o antidepressivo, aqueles efeitos colaterais como boca seca e sonolência diurna, por exemplo, diminuem também.
Na Europa e nos EUA o poder da melatonina já foi reconhecido. Em terras europeias o hormônio é vendido como remédio e, nos Estados Unidos, como suplemento alimentar.

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