canabinoides

De acordo com a Declaração Universal dos Direitos Humanos, adotada pela ONU, os países têm que fornecer medicamentos para tratamento da dor como parte de suas obrigações de base ao cumprimento do direito à saúde. Falha em tomar medidas razoáveis para garantir que as pessoas que sofrem de dor têm acesso ao tratamento adequado, pode resultar na violação da obrigação de proteger contra tratamento cruel, desumano e degradante. Oitenta por cento da população mundial tem acesso insuficiente ou inexistente ao tratamento para dor moderada a grave [1].

Neste contexto, a cannabis medicinal tem se mostrado como opção relevante, que tem beneficiado expressivo número de pacientes. Com mecanismo de ação ainda não totalmente compreendido, os canabinoides desempenham papel analgésico no sistema nervoso central que pode ser compreendido ao assistir o vídeo abaixo da Universidade de Toronto, Canadá.

A dor neuropática é muitas vezes refratária a terapias farmacológicas convencionais, necessitando de validação de novos analgésicos. Canabinoides têm o potencial para atender a essa necessidade. Mesmo com poucos estudos duplos cegos e randomizados envolvendo cannabis medicinal para tratamento de dor neuropática, meta análise envolvendo 178 pacientes revelou potencial analgésico estatisticamente significativo associado a outros benefícios indiretos: redução de náuseas e melhora do apetite [2]. Mais estudos são necessários para se definir qual seria a melhor forma de uso da medicinal da cannabis para se obter o melhor resultado na melhoria da qualidade de vida dos sofredores de dor neuropática crônica. Vaporizada, fumada ou deglutida a cannabis por ajudar uma boa parte destes pacientes.

Revisão sistemática de 15 estudos relacionados ao uso de canabinoides para a dor neuropática crônica, envolvendo 1.619 pacientes mostrou significativa redução da dor superior a 30% (p = 0,004) em comparação com placebo [3]. Concluiu-se que a terapia com canabinóides pode ser considerada em pacientes selecionados com crônica neuropática dor após falha de terapias de primeira linha e de segunda linha.

Os pacientes de dor neuropática crônica tem sua capacidade laborativa reduzida, muito perdem a condição de serem produtivos. A falta de trabalho, associada à limitação da mobilidade, contribui para estados depressivos e ansiosos que, na ausência de solução eficaz, colocam o paciente em um ciclo vicioso que alimenta a persistência e intensidade da dor.

Fonte: http://amame.org.br

 

Referências

1.        Lohman D, Schleifer R, Amon JJ. Access to pain treatment as a human right. BMC Med. 2010 Jan 20; 8:8. [PubMed]

2.        Andreae MH, Carter GM, Shaparin N, et al. Inhaled Cannabis for Chronic Neuropathic Pain: A Meta-analysis of Individual Patient Data. J Pain. 2015 Dec;16(12):1221-32. [PubMed]

3.        Petzke F, Enax-Krumova EK, Häuser W. Efficacy, tolerability and safety of cannabinoids for chronic neuropathic pain : A systematic review of randomized controlled studies. Schmerz. 2016 Feb;30(1):62-88.[PubMed]

4.        de Mello Schier AR, de Oliveira Ribeiro NP, Coutinho DS, et al. Antidepressant-like and anxiolytic-like effects of cannabidiol: a chemical compound of Cannabis sativa. CNS Neurol Disord Drug Targets. 2014;13(6):953-60. [PubMed]

5.        Campos AC, Moreira FA, Gomes FV, et al. Multiple mechanisms involved in the large-spectrum therapeutic potential of cannabidiol in psychiatric disorders. Philos Trans R Soc Lond B Biol Sci. 2012 Dec 5;367(1607):3364-78. [PubMed]

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