A OMS (Organização Mundial da Saúde) afirmou que o canabidiol, composto presente na maconha, não causa dependência química. Segundo o órgão, há evidências científicas de que o canabidiol possui efeitos distintos de outros canabinóides (compostos presentes na maconha) que possuem ação psicoativa, como o tetraidrocanabinol, por exemplo.

O tetraidrocanabinol (ou THC), é a principal substância psicoativa encontrada nas plantas do gênero cannabis. Ele possui efeitos cognitivos e gera euforia e mudanças na percepção. Já o canabidiol (ou CBD), que constitui grande parte da planta, não provoca mudanças de humor e comportamento, de acordo com a OMS. Assim, ele “não é susceptível de ser abusado”, diz o órgão.

Segundo a OMS, braço da ONU (Organização das Nações Unidas) para a saúde, existe interesse no uso de maconha (cannabis) para tratamentos médicos e cuidados paliativos. “A OMS, nos últimos anos, reuniu evidências científicas mais robustas sobre o uso terapêutico e os efeitos colaterais da cannabis e dos componentes da cannabis”, diz o órgão.

“Evidências recentes de estudos com animais e humanos mostram que seu uso poderia ter algum valor terapêutico para convulsões devido a epilepsia e condições relacionadas”, afirma a OMS.

 

Contudo, para a OMS, as evidências atuais ainda não permitem uma recomendação do canabidiol para tratamentos médicos. O órgão afirmou que uma revisão mais completa sobre compostos de canabidiol será feita até maio de 2018, “quando o comitê realizará uma revisão abrangente da cannabis e das substâncias relacionadas à cannabis”.

A atual revisão da OMS foi feita pelo Comitê de Peritos em Dependência de Drogas (ECDD, na sigla em inglês), que se reúne uma vez por ano. No último encontro, realizado em novembro, foram revistos posicionamentos sobre diversas substâncias psicoativas, incluindo novas drogas sintéticas.

NOVA DROGA

O ECDD incluiu o carfentanil, substância sintética análoga a outros opioides, na relação de drogas da ONU. Opioides são compostos químicos que produzem efeitos semelhantes aos do ópio ou de substâncias nele contidas, embora não sejam derivados do ópio, como é a heroína.

O carfentanil é uma substância produzida para aplicação veterinária e é usada para conter e capturar grandes animais, como elefantes. “Embora nunca tenha sido concebido para uso humano, a substância passou a ser utilizada de forma ilícita”, diz a OMS.

Segundo o órgão, o carfentanil “é mais frequentemente tomado com heroína ou por usuários que acreditam que estão tomando heroína ou outros opiáceos ilícitos”. A substância foi listada como sujeita a medidas rigorosas de controle de drogas, como proibição de produção e fornecimento.

“O carfentanil pode produzir efeitos letais em doses extremamente pequenas, equivalente a alguns grânulos de sal, e tem potencial uso como arma química. Pode, portanto, ser altamente tóxico e tem sido associado a centenas de óbito e intoxicações, principalmente na América do Norte”, afirma o relatório.

Um análogo do carfentanil, o fentanil, foi recentemente associado ao aumento de mortes por overdose. Segundo o Centro de Controle de Doenças dos EUA, as overdoses de opioides mataram cerca de 64 mil pessoas no país em 2016, um aumento de 22% em relação ao ano anterior. A maioria dessas mortes está ligada ao uso de opioides sintéticos.

Fonte: UOL Notícias

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